Brechianas caiçaras, ou traço falciforme, de Walter Titz
Leia abaixo um dos poemas de Brechianas caiçaras, ou traço falciforme, de Walter Titz:
Maiokovskiana Soledad
Névoa cinzentanos olhos da gentenão sei quem amonão sei quem é parente
Névoa neblinada além do mar e do velhonão vejo nadaque dirá o espelho?
Névoa revoada habitando meus piores medos pássaro de asas quebradascorpos febris desespero
Névoa enlutada dá-me um pouco de sossegopaz para a caminhada que em ti eu creio
Sobre o autor:
Meu nome é Walter Titz, sou de Santos Baixada Santista, sou médico formado em Cuba, tenho 39 anos e comecei a escrever ainda na adolescência quando o mundo se apresenta belo e perturbador, e já se vão vinte e cinco anos de sonho, de sangue e de América do Sul pintando letras em páginas ansiosas com medo e esperançosas. No
início era o verso, e seguiu sendo, seus caminhos me ensinaram o poema, logo contos, crônicas, e um romance a meias.
Comecei escrevendo letras a partir do que lia no caderno Cotidiano dos jornais então aos 13 anos, depois essas letras foram canções para a minha primeira banda de Punk Rock, mas antes bem antes eu já tinha ouvido Sobrevivendo no Inferno, era o rap era o Punk era Caetano e sempre foi Drummond. Foi primariamente a forma e o
conteúdo dos versos do Poeta do Povo que me tocaram, tal qual um Portinari toca a um pintor; junto com ele veio Cecília.
Lá no começo talvez eu fosse mais ligado aos últimos românticos, apesar de Drummond e Cecília, a crítica social com a valorização da emoção era o que consumia meus primeiros versos, ainda eu não tinha me encontrado de vez com a Esperança dos Modernos, logo logo esse encontro ocorreria e seria definitvo em seu
sentido de pertencimento para aquilo que escrevo.
Lá no começo eu digo, e lá se vão vinte e cinco anos de sonho, de sangue e de América do Sul acreditando na poesia, como Leminski, como um ato de heroísmo, resistência. É fácil ser poeta aos 17 anos, difícil é seguir sendo poeta aos 22, 25, 38 anos diante da vida e suas ambições de consumo quando tudo começa a se tornar mais
importante do que fazer poesia. “É muito mais lucrativo você abrir uma banquinha e vender banana do que fazer poesia”. Então, o encontro com Paulo Leminski selou meus caminhos de poeta. E Viva a Literatura Brasileira!Informações do produto:
Capa comum: 60 páginas
Editora Libertinagem: 1 ª edição
São Paulo: março de 2026
Formato 14x21cm
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